De Futebol

Flamengo and Vasco tied nil-nil in the semifinals of the Taca Rio. Vasco advances to the finals where they will face Botafgo in the finals.

Globo Esportes wrote: “No terreno das especulações, pode-se recorrer a fatores como o regulamento do Estadual, o fato de o jogo não ter qualquer transcendência no destino da competição ou até a vulgarização dos clássicos que se repetem semana após semana no Rio. É possível que cada uma destas questões, ou mesmo todas juntas, tenham contribuído para um jogo tão ruim quanto o 0 a 0 de Vasco x Flamengo na semifinal da Taça Rio. Segue adiante o Vasco, à espera de Botafogo ou Fluminense.

Nas circunstâncias, e talvez seja duro admitir, um público de 24 mil pessoas foi positivamente surpreendente. Clássicos ainda têm apelo, talvez até acima do campeonato. Não deveriam ser vulgarizados. Nenhum dos 24 mil presentes viveu uma noite memorável, longe disso. Ou melhor, uma delas vai recordar este Vasco x Flamengo. O menino que, após o jogo, no colo de Nenê, tirou uma foto com o ídolo.

A questão é que todas as justificativas do início deste texto têm mais a ver com aspectos anímicos do jogo, difíceis de medir. O que existe de concreto para se avaliar é a produção dos times. E ambos têm compromissos mais difíceis pela frente, que exigirão rendimento melhor. Provavelmente, não será com a postura conservadora dos 45 minutos finais do jogo, agarrando-se ao empate que o conduziu à decisão do segundo turno, que o Vasco conseguirá ser campeão carioca ou, mais adiante, jogar um bom Campeonato Brasileiro.

Da mesma forma que não será com o rendimento de ontem, em especial o da primeira etapa, embora também o da segunda, que o Flamengo conseguirá seguir na Libertadores. Já na quarta-feira, em jogo realmente decisivo contra o Atlético-PR, será preciso jogar melhor. E não só melhor do que ontem, mas melhor do que tem exibido.

O Vasco sabia o que queria no jogo. Desde o início, parecia claro que não se arriscaria. Tentaria marcar bem e apostar num contra-ataque. Uma arma que, conforme o passar do jogo, o time foi perdendo. Porque dos quatro homens de frente, três deles — Nenê, Andrezinho e Muriqui — não eram alternativa de velocidade. Muriqui, aliás, raramente dava sequência aos lances.

Já o Flamengo era o oposto. Ultimamente, era o time que queria a bola para trocar passes, mas tinha dificuldade para construir, numa aparente crise de ideias. Ontem, no primeiro tempo, era difícil saber ao certo a que se propunha. Não trocava passes, tampouco era incisivo, vertical. Tinha mais a bola, mas apresentava raras soluções para chegar perto do gol. O que não tem se alterado neste Flamengo é uma boa organização defensiva.

Enquanto o Flamengo tinha dificuldade desde a saída de bola para construir e o Vasco ficava sem válvula de escape para o contragolpe, o primeiro tempo vivia de bolas longas ou a espera por eventuais lampejos. Aconteceu muito pouca coisa.

Já que decidira jogar este clássico com sua equipe principal, com o mesmo esquema tático e sem grandes experiências para o futuro, cabia ao Flamengo tentar ser mais agressivo no segundo tempo. O empate era do Vasco. Guerrero já arriscara um chute defendido por Martín Silva quando Zé Ricardo trocou Mancuello, outra vez em dificuldade como um meia pela direita, por Berrío, que tem exibido mais força e velocidade, do que lances brilhantes.

A a mexida desequilibrou um lado do campo. Andrezinho cansara e não recompunha mais. Num lance de Rodinei e outro de Willian Arão, Martín Silva foi obrigado a fazer duas defesas. Ao menos, havia um jogo.

Mílton Mendes tentou responder com Kelvin para dar vitalidade ao seu lado esquerdo. Com um ajuste na marcação vascaína, Berrío perdeu espaço para correr e foi neutralizado. Na parada técnica do segundo tempo, pareceu ter ficado clara a ordem para que o Vasco marcasse mais atrás e jogasse a favor do relógio. Nenê terminaria quase como centroavante, tentando segurar a bola, após a entrada de Wagner no lugar de Muriqui. O Flamengo parou de ser perigoso. Zé Ricardo fez de Márcio Araújo um lateral-direito após a lesão de Rodinei, lançando Ronaldo para iniciar as jogadas. E terminou o jogo com dois centroavantes, com Damião ao lado de Guerrero. Foi o peruano que teve a última chance, após passe de peito de Ronaldo. Há um dever de casa para os dois treinadores.

http://oglobo.globo.com/esportes/vasco-segura-empate-em-0-0-com-flamengo-vai-final-da-taca-rio-21183415#ixzz4dnRmxR51

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