De Futebol

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The Brasil-Peru match was played late last night. UOL wrote this piece: “Após reencontrar o Mineirão do 7 a 1 na última semana, a seleção brasileira se prepara para pisar em mais um estádio histórico nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Nesta terça-feira (15), o time de Tite encara o Peru no estádio que foi palco da pior tragédia de todos os tempos no futebol mundial.

Em maio de 1964, o Estádio Nacional de Lima viu 312 torcedores morrerem – e outros 500 ficarem feridos – em uma confusão durante o duelo entre Peru e Argentina, em torneio classificatório para os Jogos Olímpicos daquele ano – realizados em Tóquio.

O tumulto começou quando o árbitro uruguaio Ángel Eduardo Pazos anulou o gol de empate da seleção da casa aos 39 minutos do segundo tempo – Argentina vencia por 1 a 0. A decisão irritou um torcedor, que invadiu o campo e tentou agredir o juiz. A polícia entrou em ação e prendeu o invasor. Mas não conseguiu conter as dezenas de pessoas que fizeram o mesmo em seguida e transformaram o gramado em um cenário de guerra.

A confusão cresceu. Os policiais, então, arremessavam bombas de gás lacrimogênio, atiravam balas de borracha e soltava cães na direção das arquibancadas. O tumulto se alastrou e deixou em pânicos os mais de 47 mil presentes – eles corriam para deixar o estádio, mas muitas portas se encontravam trancadas. Foi, então, que a tragédia ganhou proporções ainda maiores.

Sem conseguir fugir da polícia e, ao mesmo tempo, diante de grades de ferro fechadas, as pessoas eram pisoteadas.

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“Ordenei que jogassem algumas bombas. Nunca imaginei consequências tão nefastas”, disse, à época, Jorge de Azambuja, comandante da Polícia de Lima no episódio. Sete anos mais tarde, ele fora apontado como culpado pela tragédia.

Depois de algum tempo, e já com inúmeros corpos pelo chão, aqueles que conseguiam deixavam o estádio. Mas o cenário de terror continuava do lado de fora: eram carros virados, ônibus incendiados e até as casas mais próximas depredadas. A Polícia já não conseguia conter a confusão que se espalhava pela cidade.

“São lembranças de dor, sofrimento. Não tínhamos o que fazer, para onde correr. Era uma sensação horrível. A porta fechada fez com que fôssemos pisoteados. Eram muitos feridos. Passávamos por alguns mortos. Desmaiei, mas não morri. Minha família não tinha ideia. A notícia só chegou a eles porque os meios de comunicação convocavam a todos para ajudar uma tragédia que acaba de acontecer”, recordou o sobrevivente Teodoro de La Cruz, hoje com 72 anos.

http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas-noticias/2016/11/15/palco-de-peru-x-brasil-teve-312-mortes-em-maior-tragedia-do-futebol-mundial.htm

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